Todos, sem exceção, já tomaram e se deliciaram até a última gota.
Esse cálice aparece na nossa vida como se fosse o melhor elixir para tomar, mas no finalzinho você percebe que aquele líquido não era bem o que você estava esperando. Desce rasgando a garganta e fica no estômago, revirando e com aquela sensação ruim. O pior é que é difícil digerí-lo. Você fica com essa sensação por alguns dias, semanas ou até meses. Tudo depende de como a gente encara esse desgosto engulido por vontade própria. Nosso cálice está ali, sempre a nossa espera, mas cabe a nós decidir se vamos tomar ou não. Acabamos sempre tomando pelo menos uma vez. Quando achamos outro cálice parecido, hesitamos, e lembramos de como foi tomar aquele cálice uma vez, mas a gente sempre espera que vai ser diferente e tomamos de novo.
A vida é assim, temos vários cálices para tomar e temos que analisar o que há dentro, pois nem sempre o melhor cálice é aquele mais bonito. Basta assistir o filme do Indiana Jones (rs). O mais importante é: veja e analise o seu cálice, quando ele aparecer, não vá com tanta sede a ele, pare, pense, cheire, veja se o que há dentro vai te agradar, se possível, experimente e só depois engula.
É isso aí,
Um abraço
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26 de agosto de 2004
Cálice de agonia
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